Chefe. Canhoto
(Toca violão ao contrário). Metido a professor de Inglês em Parnamirim , RN. Aluno de especialização em INGLÊS na UFRN. Nerd.

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:- | Cole o nosso gif no seu blog:

AS AVENTURAS DO SUPER-ATEU

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SAGA DECLÍNIO Ep. 18
SAGA DECLÍNIO Ep. 19
SAGA DECLÍNIO Ep. 20
SAGA DECLÍNIO Ep. 21 SAGA DECLÍNIO Ep. 22 SAGA DECLÍNIO Ep. 23 SAGA DECLÍNIO Ep. 24

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Aniversário dos Alter-Egos
Serennus arruma namorada

“TIO” SERENNUS EM AÇÃO:

Aula na 1a série
Aula na 3a série 1
Aula na 3a série 2
Aula na 3a serie 4
Aula na 2a série
Aula na 5a série
Estado de espírito? Usando os comparativos


CÉLEBRES ENTREVISTAS:

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Peter Harvey- Veterano do Vietnã
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AS AVENTURAS DOS ALTER-EGOS!

Cabreirus e Pitt Bicha 1
Cabreirus e Pitt Bicha 2
Cabreirus e Pitt Bicha 3
contra o Vingador 1
contra o Vingador 2
Visitando o GAROTO JUCA JR!PARTE 1
Visitando o GAROTO JUCA JR!PARTE 2
como são feitas as provas
Punidos pela traição- com o Agente Smith
Erros de gravação- punidos pela traição- com o agente Smith
Em busca do Alehgres 1
Em busca do Alehgres 2
Em busca do Alehgres 3
Em busca do Alehgres 4
Em Busca do alehgres f.1
Em busca do Alehgres f.2
Serennus quer morrer!
EXPERIMENTA!

POR QUE SERENNUS É O LÍDER?

Deus existe, pssor?
Boate
Aluno peidão
Papel voador

Sábado, Abril 30, 2005


:- ) ATUALIZE NOSSO LINK:


www.
ALTEREGOS2.blogger.com.br



............


Dyego Saraiva - O Hospedeiro | 15:47

:- ) Dois anos de bagunça! eeeeeeeee!


Quinta-feira, Abril 28, 2005


:- | VOLTAREMOS.



Sábado.

...
>:- ( e parabéns à Globo e seus 40 anos.


Dyego Saraiva - O Hospedeiro | 16:37

:- ) Dois anos de bagunça! eeeeeeeee!


Terça-feira, Abril 19, 2005

O post mais difícil de todos

Tá difícil começar isso aqui... Ok. Alter-Egos, esse é o nome. O meu blog. Esperei terminar "Johana" pra falar sobre isso e, bem...

Uma coisa que aprendi nesses dois anos de bloguista foi: blogs foram feitos para encontrar pessoas. Porque no momento em que colocamos um link como "email" ou "comentários", é porque queremos saber quem está aí, quem é que se dá ao trabalho de, no meio de bilhões de websites, escolher o meu para ler. E essa pessoa se torna importante para nós. É como se o leitor fosse um cúmplice, um companheiro, um comparsa. E eu não soube lidar com isso. Meus "Egos" sempre mantiveram uma certa distancia do leitor, porque isso fatalmente acabaria com a magia do blog, porque isso aqui não é um blog pessoal, e da mesma forma que eu os adotei como personagens, por ser de mais fácil compreensão do que essa coisa esquizofrênica de "Egos" e me distanciando deles, da mesma forma vocês, leitores, o fizeram. O "Alter-Egos" acabou virando mais uma coisa criativa, mas com poucas formas de fidelização do leitor. O "clubinho", os posts em conjunto, as piadas internas foram formas de sanar isto, mas, enfim, as pessoas cansam. Tentei também aproximar o blog do público daqui, e foi outro fracasso, visto que poucos têm a cultura de ler blogs, e dos que lêem, mal entendem o conceito "Alter-Egos".

Olhando outros weblogs, flogs e etc, noto que a categoria mais estigmatizada dos blogs, os diarinhos, são os mais visitados. São textos pobres, de colegiais, cheios de *axim* e *aKiLu* e que apenas são visitados por pessoas que também querem que passem em seus blogs, gerando um doentio jogo de carências, onde as pessoas fúteis se tornam mais queridas de acordo com o numero de comentários. E é exatamente isso que os move a escrever, e eu não serei hipócrita em dizer que não gosto de ver a caixa cheia de comments, porque, poxa, Sem leitor, não há literatura, sem aquele que lê, o texto não existe. Pra quê se faz uma mini-série complexa de 13 episódios se ninguém vai ler? Pra quê se elabora um texto repleto de técnicas humorísticas, se ninguém vai rir disso? Eu sou um poço de idéias, tenho milhões de projetos, mas pra que publicar coisas se nem minha namorada vai ler?

E agora o blogger.br ameaça fechar o Egos por chegar na casa dos 10 megas permitidos. Tentei transferir o blog pra outro que tenho, mas todos os arquivos seriam perdidos, e daí a gente não teria passado. E sem passado, não há presente. Sinceramente não sei como continuar com o blog. Sou obrigado a me dar férias sem data prevista para volta, e se alguém que ainda lê isso aqui puder ajudar de alguma forma, por favor, porque sinceramente, mesmo com tudo que citei lá em cima, não quero matar os meus meninos que eu amo.


Dyego Saraiva - O Hospedeiro | 23:03

:- ) Dois anos de bagunça! eeeeeeeee!


Segunda-feira, Abril 18, 2005

Uma produção Tristonhus e Alter-Egos



13

Johana estava a alguns metros de Mark. Ele se aproxima.

"Johana..."
"Johana..."

A voz vinha de todos os lugares, e ainda assim, de perto. Johana olhava para cima, catatônica.

"... por que?"

Mark está a seu lado. Ela veste a camisola azul-bebê, talvez a única roupa que usou a vida inteira. O médico olha para o alto, curioso em saber o que tanto Johana observava.

"por que...?"

_ Essa voz..._ Mark sussurra.

"por que...?"

O bosque se desfaz. Um quarto. Johana está deitada na cama que deitou por doze anos. Um homem, trajando branco, entra. Ele empurra um carrinho que traz o almoço. Johana o observa, mas sem mexer os olhos. O homem sorri. Olha para os lados; Não há vigilância hoje. Uma camisinha. O homem sorri. Ele baixa as calças. Johana sente tudo, mas não se mexe: está sedada.

As horas se passam. Os dias. Os anos. Uma menina solitária olha para a parede. Jacob Robbins nu. O tempo acelera e Mark percebe o passar do incontável tempo. Mark sente seus músculos atrofiando, o cérebro ficando débil pouco a pouco. A dor da carência. A falta do toque humano, da voz. Humana.

"Johana..."

A voz a chama. Seu coração dispara. É ele: O ser onipresente que irá salvá-la. E ela se apega a essa voz como um crédulo se apega ao seu deus. E ele é Deus. Mark, ao seu lado, chora a dor de outrem.

"por que...?" sussurra a voz.

O médico penetra no universo de todas aquelas pessoas que foram ter com Johana; assassinos, estupradores, maníacos, sociopatas. Pessoas humanas, que ela tanto queria sentir o contato, porque não havia humanos em seu mundo, e então esses seres, essas aberrações sociais, seriam os representantes de toda uma raça.

O cenário muda. Os dois, ainda olhando para o alto, penetram um mundo de terror e caos, um futuro abominável de nanorobôs se multiplicando e explodindo pessoas. Mark sente o calor da fissão atômica e o frio das geleiras. E, finalmente, entende porque.

Voltam o bosque e as flores. Mark olha para Johana. Esta já o olhava nos olhos, como nunca fez antes. Ficam em silêncio por um tempo que aquele universo não pode contar. Mark Robbins, psicólogo, sussurra.

_ sim..._

***

Nesta manhã o mundo ficou sabendo do genocídio ocorrido no Centro psiquiátrico Tomás de Aquino. O único sobrevivente, Jacob Robbins, foi achado comendo as próprias fezes, perto da enfermaria. Por motivos obscuros, não foram divulgados os dois sobreviventes achados em coma profundo no térreo.



JOHANA E SAMARA MORGAN: clones ou apenas coincidência?



Pelo editor Serennus

:- | Samara Morgan, personagem do filme "o Chamado" (dir: Gore Verbinski ) foi citada algumas vezes por parecer-se muito com a nossa Johana. Após assistir o filme, me assusto com as coincidências. Samara se parece muito com a Johana que imaginávamos; uma menina que usava camisola, sentada tristemente numa cama de sanatório. Só diferem no cabelo: uma é morena e a outra é loira.

Samara é um enigma; Uma menina que nasceu inexplicavelmente de uma mãe criadora de cavalos. Depois de passar um tempo num sanatório por motivos obscuros, foi morta pela mãe e jogada dentro um poço. Anos depois a menina passa a matar as pessoas que assistem à sua fita de vídeo gravada não-sei-como, saindo de dentro do poço que caíra. A historia Parece sem-pé-nem-cabeça à primeira vista, mas o filme é um thrilling muito bem roteirizado e cheio de imagens pavorosas, com coisas subliminares até.

Assim como Samara, não está muito clara a origem de Johana; Ao que parece, foi criada desde sempre num sanatório particular, com o objetivo de que ela lesse as mentes dos acusados por crimes hediondos e, por fim, descobrisse a verdade por trás da loucura. Mas a "insanidade" humana acaba por "enlouquecer" a menina, que foge e tenta se vingar da humanidade que a prendera.

>:- ( "O chamado" é um filme que deixa até os casca-grossa de cabelo em pé e eu recomendo. Dizem que a seqüência é uma merda, mas preciso ver pra dizer alguma coisa. Falou.
:- | até.


Dyego Saraiva - O Hospedeiro | 15:13

:- ) Dois anos de bagunça! eeeeeeeee!


Sábado, Abril 16, 2005


...
Certa vez andava pela rua e uma senhora parou-me. Por que?, perguntou ela. Disse-lhe porque é assim, as pessoas por mais que tentem se mostrar fortes, na verdade elas querem dizer que estão frágeis e com medo; Para evitar a solidão, as pessoas vivem suas vidas tentando ser amadas pelo maior número de pessoas possível. No entanto, quando elas conseguem tal milagre, desdenham as pouco amadas, na intenção de se sentirem mais fortes e sem medo.

...
O padre deixou escapar um suspiro de tédio antes do pai-nosso.

...
Por que o Linus tá demorando tanto? Era só pra falar de mim pra ela... o que será que eles estão fazendo, ein? Eu vou esperar só mais um pouquinho, daí eu crio coragem e-- tá, calma, eu vou sentar aqui e-- se beijando? Mas a Garotinha Ruiva é minha! Ele não pode fazer isso... não p... tá, vou esperar só mais um pouquinho, daí eu crio coragem e...

...
Joãozinho, no burro, encontra no caminho da venda seo Pepe, carregando uma gaiola.

- Dia, seo Pepe. Bigode bunitim...
- quiéisso, minino. Ansim a pessoa se envregonha!
- To falano do passarim, seo Pepe!
- mas, ara!
- heheh. Quanto que tá ele?
- Cuma? Hum... ói, tá trinta conto.
- afe, trinta? Tá caro...
- vinte! Pronto.
- é que pai comprou um golinha por quinze conto dia desses...
- ai que mintira muleque! Quinze?!
- apois.
- tá. Quinze conto! Toma!
- Ai mais quem disse queu quero comprá passarim, seo Pepe?
- Ara, muleque frexado! Vô te dá uma pisa- vorta!
- ha ha ha ha, corre burro! Ê! Ê!


Dyego Saraiva - O Hospedeiro | 14:37

:- ) Dois anos de bagunça! eeeeeeeee!





:- ( Segunda terminaremos a série. Enfim, será talvez a última desse blog. Até.


Dyego Saraiva - O Hospedeiro | 14:31

:- ) Dois anos de bagunça! eeeeeeeee!


Quinta-feira, Abril 14, 2005

>:- ( Fiquei sabendo que o Circuito Nacional de Rodeio vem pra cá no fim do mês. Legal, né? Então, desde já, quero dizer que


E espero de coração que vocês cowboys-papa-lixo-americano encham o cú de grana por aqui e que no inferno o capeta amarre suas bolas com todo carinho e monte nos másculos lombos de vocês.

Com carinho, Cabi.


Dyego Saraiva - O Hospedeiro | 16:06

:- ) Dois anos de bagunça! eeeeeeeee!




:- ) Olá, enfermeira! Leia o post que o chefinho fez pro blog "Sete causas", vamo, vamo, clica aqui, vamo!


Dyego Saraiva - O Hospedeiro | 16:02

:- ) Dois anos de bagunça! eeeeeeeee!


Terça-feira, Abril 12, 2005

Hipertensão e política do RN.

Com

:- | Odeio hospitais, e pensar que queria ser médico quando criança.
>:- ( o velho ontem teve um ataque de pressão alta e tivemos uma tarde muito agradável no hospital municipal.
:- | tanta gente gemendo, aff...
:- ( pelo menos a saúde não está em greve, como a educação.
>:- ( mas é uma palhaçada. Mais de 40 dias de greve, daí o sindicato se reúne numa escola de Natal pra decidir se pára ou não, e o que acontece? O pau come e não se sabe nem que ala ganhou: a pró paralisação ou a contra.
:- | Os grevistas pedem 42% de aumento salarial, e o governo deu um abono muito do safado pra calar a boca deles.
>:- ( daí eles esperavam que acontecessem o de sempre: A volta às aulas. Mas dessa vez não deu certo. A grande merda é: Enquanto governo e professores ficam brigando por grana, os alunos vão pro meio de abril sem aulas. Lamentável.
:- ( mas o professores estão certos em reclamar.
:- | Exatamente. Ora, veja o caso dos copos descartáveis: O governo fez uma licitação para a compra de produtos descartáveis, como talheres, copos e guardanapos. Ganhou a que oferecia R$ 1.280.437,20 por esse material. 1 MILHÃO de reais em copos descartáveis.
>:- ( heheh. E o secretário ainda disse que esse valor é 35% INFERIOR ao que era comprado pela administração passada.


Dyego Saraiva - O Hospedeiro | 11:50

:- ) Dois anos de bagunça! eeeeeeeee!


Segunda-feira, Abril 11, 2005

Uma produção Tristonhus e Alter-Egos


12

_ Doze. Doze anos de pesquisa pra acabar desse jeito, como num filme do Shyamalan._ resmunga Jacob Robbins, irmão mais novo de Mark. _Você faz idéia do dinheiro que eu investi aqui? Do tempo?
_ Que se dane isso tudo, Jacob._ retrucou Mark_ Veja essas pessoas mortas! Pessoas! Gente que trabalhou por nós, pelo sucesso desse projeto, pra que pudéssemos salvar vidas!
_ "salvar vidas"? ora, seu hipócrita! A gente tá aqui pela grana, pela fama e pelas muuuuuuulherezzzz. Uhhhhh...
_ Jake? Olha pra mim. É Johana. Ela está atrás de nós. Não deixe que ela lhe pegue, Jake.
_ ahn? Você não manda em mim, Mark. Não manda! Pensa que eu não vi? Vi sim, é, vou contar pro papai, vou sim...guuu... vou...heheh...vou sim... você s es ta vamm uhhhhh...uhn?

Mark segura o irmão pela gola.

_NÃOOOOOOOOOO!!! Você não viu na--não conte ao papai! NÃO!!

Mark espeta a seringa com sedativo no peito do irmão, ainda fora de si.

_ arf, arffff... Deus... Jake... Johana! FALE COMIGO!!

Com muito esforço Mark consegue se acalmar. Ele olha em redor, à procura de algo que não está lá, apenas corpos e escuridão, com pequenos raios do sol que nasce passando pelas janelas.

***
O sol nasce. A escuridão se vai, revelando um bosque cheio de arbustos e árvores frutíferas, o mesmo cenário visto por Pat Morita e Dra Hayes. Mark, apático, observa os esquilos correndo pelos lados e uma borboleta pousa-lhe em sua mão. "onde é isso?", ele pensa. Mark deixa o sedado irmão e levanta. Segue a trilha. Vê uma casa. Abre a porta. Ele vê pessoas em miniatura andando pelos lados e uma moça, bonita, varrendo o chão. Ele resolve entrar no jogo.

_ Branca... ahn... de neve... você viu uma menina loira de doze anos por aí?

Todos param para fitá-lo. E como se houvessem ensaiado previamente, balançam a cabeça. Mark apenas fecha a porta e sai. E anda mais um pouco. Pára. Volta.

Ao abrir a porta novamente, lá está um homem sentado atrás de um birô, datilografando. O homem de cabelos grisalhos e olhar de fúria pára o que está fazendo, apenas para gritar.

_ Mark, seu pequeno imbecil, eu já lhe falei que não quero que entre aqui quando eu estiver trabalhando!

Todas as vezes que Mark ouvia seu pai gritar assim ele sentia um calafrio que subia pelas costas e chegava até a nuca, e dessa vez, ele sente isso de uma forma inacreditável.

_ mas pai, eu s-só tô procurando...
_ Venha aqui, rapazinho!

Mark, trêmulo, vai até o birô marrom de mogno, que ficava no sótão da casa da fazenda, onde seu pai ficava por horas, até dias, fazendo a contabilidade das empresas que o contratavam. O velho se levanta e mostra o indicador.

_ Você é um fracasso, Mark! Hã? Um erro! Um inútil! Não faz nada que preste! Deixe-me ver isso. _ e tira do bolso de Mark alguns papéis. _ Poesias? Hã? Coisa de viado! E a faculdade, hã? O que ganha um psicólogo? O que ganha? O negócio é trabalhar com dinheiro, seu idiota, grana! Veja! Veja! Quanto dinheiro eu faço com essas empresas, hã? Dinheiro é o que põe a comida e paga seu teatro... teatro? Coisa de bicha! Eu pago pro meu filho ser bicha! Hã? E a namorada? Hã? Não vai casar nunca? Bicha! Bicha!

Mark está agachado. A cabeça por entre as pernas.

_ Vai chorar agora? Eu ainda nem lhe bati! Hã?

Mark levanta. O velho continua balançando o indicador e gritando "hã? hã?". O menino Robbins pega a máquina de escrever. _orgulho... de mim... nunca... nunca..._ E gentilmente enfia máquina de escrever na cabeça do velho.

Dr Robbins, cadavérico, fecha a porta da casa da fazenda. E junto com o som do trinco fechando, ele ouve uma voz calma, confortante, indiferente. Ela chama por Johana.

Mark segue a voz por um caminho que não tem fim, como alguém que segue a voz de um deus. Abre-se uma clareira. No centro uma menina loira e de olhar apático olha para cima.

_ Johana! _ Mark grita.



:- ( segunda, 18: O mundo de Johana.


Dyego Saraiva - O Hospedeiro | 15:47

:- ) Dois anos de bagunça! eeeeeeeee!


Domingo, Abril 10, 2005

Dyego Saraiva - O Hospedeiro | 19:39

:- ) Dois anos de bagunça! eeeeeeeee!


Quinta-feira, Abril 07, 2005

Sobre Ele.

Sendo abstrato, a semântica não consegue defini-lo. Apenas substantivo o é sintaticamente. Mas Ele não é, visto que não-ser paupável, não-participante do reino da realidade perceptível. Ágape e Eros, Persephone e Hades, Maria o Carmo e Nazaré, poder e destruição. É a angústia de sofrer feliz.

O buscamos apenas para dá-lo. Porque assim não estaremos sós.

Mas queremos ficar sós, termos nossa liberdade de andar pra lá e pra cá e ele vira Marxismo.

E queremos elevar nossa alma e esquecer de tudo e sorrir e chorar e extasiar e Ele vira Deus.

E queremos ficar cheirosos, perfumados e Ele vira Avanço.

E queremos que nos beijem a boca e Ele vira Kuat.

E queremos cantar e Ele vira uma ode.

É o que queremos. No entanto, fazemos o possível pra dizer que Ele não existe, afim de que ele continue dependendo de nós, Seres, porque assim vivemos,

Para prová-lo.



Dyego Saraiva - O Hospedeiro | 21:33

:- ) Dois anos de bagunça! eeeeeeeee!


Primeiros sinais de cansaço.



:- | não sei o que publicar hoje. Tenho uma pasta lotada de coisas, mas não consigo postar. Ostracismo. Todo mundo se cansa. Não vou escrever um texto e copiar nas caixas de comentários de 350 blogs chamando pra cá, nem vou mandar spams, é ridículo. Talvez hoje, talvez amanhã, talvez aqui.

Até.


Dyego Saraiva - O Hospedeiro | 17:00

:- ) Dois anos de bagunça! eeeeeeeee!


Quarta-feira, Abril 06, 2005



>:- ( ei. Psst.
:- ) oi, Cabi.
>:- ( Alehgres, não que eu estranhe seus modos de viver e agir, mas, já que não tenho nada pra fazer, vou perguntar: Por que cê tá usando um VESTIDO?
:- ) é que disseram que qualquer um poderia ser papa, então eu--
>:- ( --ah, claro.


Dyego Saraiva - O Hospedeiro | 11:55

:- ) Dois anos de bagunça! eeeeeeeee!


Segunda-feira, Abril 04, 2005

Uma produção Tristonhus e Alter-Egos:


11

O bosque parecia ter saído de um conto de fadas. A perfeição da grama aparada, dos passarinhos voando e fazendo ninhos, o céu azul e um sol que está sempre se pondo. Hayes também vê um rio de águas cristalinas, peixinhos pulando e árvores frutíferas. "Maravilhoso", ela pensa. A menina de capuz vermelho portando uma cesta a leva por um caminho de paisagens exuberantes. Elas sobem um monte e, ao chegar ao topo, Hayes se ajoelha e inicia um respirar ofegante, ao observar de longe aquela casa perto de um lago.

Pat Morita ainda não consegue compreender como sua colega sumiu assim que entraram naquela sala negra, há dez minutos. Ele, mais do que ninguém, sabe dos poderes de manipulação mental de Johana, e tenta não cair em suas artimanhas. O mundo mágico se fez diante dele, o mesmo bosque perfeito visto pela Dra Hayes, só que, neste caso, Dr Morita resolveu ignorar a Chapeuzinho Vermelho. _Você ainda está me seguindo?_ Disse Morita à loirinha de inabalável sorriso, que o seguiu por entre o bosque e em direção a um monte.

Hayes não consegue acreditar que está de volta à casa-da-lagoa. Tudo está lá: a grande varanda de mogno, rodeada por amplas janelas de vidro, a rede, até mesmo o som do "guardião dos ventos" tilintando era o mesmo. O som de quinze anos atrás. Chapeuzinho corre e some pela lagoa. Hayes, vagarosamente vai subindo as escadarias e passando a mão nas colunas de madeira, sentindo o cheiro de lago com madeira nova, como se quisesse provar definitivamente pelos sentidos que sim, é a casa do lago, onde ela passou os melhores momentos de sua vida, assim como o PIOR. E ela pede a Deus para que não seja exatamente esse momento.

Há três minutos Morita desceu um monte e se deparou com um lago: o lago Abashiri. Não é possível que ele estivesse ali de novo. Mas não havia dúvidas: foi ali que tudo aconteceu. Não, ele não queria lembrar daquilo. Será? Será que dessa vez ele conseguiria? Tudo era tão perfeito...Ele parou. A menina continuava na sua sombra. Pat observou o lago, as pessoas; meninos e meninas tomando banho e se divertindo. Na época ele estava a trabalho pelo Centro e não pôde fazer nada, mas ao ver seu filho se afogando... Era como se lhe fosse possível a redenção de um eterno pesadelo. Morita esqueceu a razão, a lógica, tudo isso se perdeu ao ver seu filho soltando bolhas de ar, lutando pela vida. Morita correu como se tivesse oito pernas.

Hayes adentra a casa. Ela está trêmula. Seus passos vacilam. Ela tinha ido nadar e Josh ficou em casa com seus brinquedos. Ao voltar, tudo estava feito. Sons. Sons de gente estranha procurando coisas. "O desgraçado ainda está em casa", ela pensa. O seu ódio mistura-se com a felicidade de poder mudar o passado.

Morita cai na água gelada sob os gritos aterrorizados dos amigos de Yuki, seu filho. Eles pedem socorro para que salvem o menino que se afoga. O menino, já sem forças, afunda. Morita mergulha e o puxa pela mão: Está salvo. Ofegante, o leva pelos braços e adentra uma casa próxima. O menino continua desacordado. Pat, desesperado, tenta fazer respiração boca-a-boca.

John era o único filho de Katharina Hayes. Morreu ao tentar impedir que um ladrão roubasse a sua casa. Com a sua morte, o casamento de Hayes afundou e pouco tempo depois ela foi trabalhar no Centro. Ela não sabe mais em que acreditar, e sente que pode de alguma forma impedir que tudo aquilo aconteça de novo. Ela quer mudar o passado. Katharina Hayes abre a porta da cozinha e pula, desesperada, em cima de Chapeuzinho Vermelho, que estava sufocando Josh, seu filho.

Morita está aos prantos, tentando ressuscitar seu único filho quando recebe um impacto tremendo em suas costas: era Chapeuzinho vermelho, tentando tirá-lo de cima do menino.

Hayes cai rolando com Chapeuzinho, que ao invés do eterno sorriso, exibe uma face lunática. Embaixo da menina, ela vê o menino roxo: morto. Está morto. Ela grita, se debate, espeta a seringa com sedativo no olho de seu algoz.

_ DEIXE-ME SALVAR MEU FILHO!!!_ Grita Pat Morita, ao cair rolando com Chapeuzinho Vermelho. Esta por sua vez, não sorri, está com a face da mais profunda ira, como se o filho, já morto, fosse dela. Morita sente uma dor absurda no olho direito e, antes de dar o último suspiro, consegue torcer o pescoço de seu algoz.
***

No segundo andar do Centro Psiquiátrico Tomás de Aquino há duas pessoas que acabaram de se matar.



:- ( Segunda, 11: Faltam 2.


Dyego Saraiva - O Hospedeiro | 12:09

:- ) Dois anos de bagunça! eeeeeeeee!


Domingo, Abril 03, 2005

Estou feliz, Serennus voltou e vou até o carro, mas ele não está mais lá.

O que falta? O que foi? Quero gritar.

Como pode. >:caralho- (

A

Ac :- |
Acalm

Não com ela aq:- | ui, que merdamerdamer >:

:- | que bom que ela está aqui...

***
Carro encontrado em matagal aqui perto. Depenado. Cansaços são googólicos e o gosto do diasepan ainda desacelera pai transtornado, empurrado por mãe-olcadil e irmão que vai embora domingo.


É difícil manter uma pessoa equilibrada desse jeito.


Dyego Saraiva - O Hospedeiro | 20:55

:- ) Dois anos de bagunça! eeeeeeeee!


Sexta-feira, Abril 01, 2005

:- | Olá pessoas. O Clubinho está reaberto e, para começar, chamamos nossos leitores-lidos-amigos Thiago Leite, Bárbara Roma e Francine Guilen para se juntarem a mim e ao Tristonhus e elaborar um TEXTO EM CONJUNTO: Montei dois parágrafos iniciais e a partir daí, cada um criou seus dois parágrafos e o resultado está aí embaixo. Divirtam-se lendo, assim como nos divertimos escrevendo. =)


A (fantástica) viagem Kafkiana de Cleidinílson ao Show o Milhão!

"Ainda vou sair dessa vida". Esse sempre foi o meu lema. Não agüento mais bater o ponto lá na empresa de laticínios. Mas, como todos sabem, emprego está difícil e não é bom ficar resmungando. É porque é muito, muito chato fazer a mesma coisa todos os dias: acordar às seis, pegar dois ônibus, chegar no trabalho às oito, encaixotar enlatados por oito horas seguidas, voltar pra casa e, esgotado, dormir. Mas ainda tudo vai mudar. Vai sim. Bom, vou voltar pra casa que já deu a hora.

Chegando em casa, tiro as botas e sento no sofá, pra fazer o que sempre faço: Ler as cartas, que Edilelza põe na minha mão, e sai, mas não antes de levar um tapa na bunda. Contas, contas, carta de mamãe... hum... depois eu leio. Sorteio do "show do milhão", convite do casamento do Beto... SHOW DO MILHÃO?!

Sim, meus olhos não me enganam. Aquela carta que meu primo em segundo grau mandou para o SBT em meu nome, porque, de acordo com ele, "eu empacoto queijos, mas sou sabichão", foi sorteada. E... o que é isso? "Pedimos desculpas pelo atraso na carta. Precisamos que compareça no nosso estúdio amanhã. Nosso agente baterá em sua porta às 6 em ponto, e te levará até lá". Tento avisar a Edilelza, mas nenhum som articulado sai de minha boca. É melhor ir dormir, ir ao Show do Milhão e deixá-la surpresa, voltando para casa com a chave de nossa nova mansão.

Dia seguinte. Acordo com o agente batendo em minha porta. Jogo um casaco por cima de meu pijama xadrez, bebo um copo de leite, passo um pouco dele na cabeça para arrumar meus cabelos rebeldes, e parto. Tão nervoso que estou, nem reparo na face de meu acompanhante, que me leva até a porta do programa, murmurando coisas que não ouço. Tudo está nebuloso, e só acordo quando holofotes iluminam minha cara espantada e meu pijama xadrez. Aquele sujeito falando ao meu lado é o Sílvio Santos. Ao vivo ele parece um faraó embalsamado, mas feliz. De repente, ouço: "Pronto para a primeira pergunta?" Agora caio em mim. "Sim, Sílvio". É então que eles aparecem. Dezenas de anões, que levantam-se do público, desembainhando espadas e exclamando frases em uma língua desconhecida.

Anões?!, eu logo me espanto e confiro se não estou me auto confundindo com a Branca de Neve. Afinal, um homem de pijamas lá merece confiança?, penso, e de fato acerto, posto que de branco ali só os dentes do Sílvio, aquela riqueza de detalhes cintilantes. Por um minuto esquiei nos pólos terrestres com aqueles incisivos. Volta, Cleidínilson de deus!, eu me cobrava concentrações. Mas qual a cabeça no mundo que haveria de permanecer calma, com o linguajar estranho daqueles seres anões?

Cravei os polegares, e oba!, se havia a dor, logo havia a realidade. Portanto, estava beirando um milhão! -justo eu que gosto tanto deles, os milhos. "Sim, Sílvio, estou pronto" rererepeti. E cadê Edilelza? a gente não deve poder olhar pro lado, nesses quiz. *má, má, onde está o Sílvio, Róckêê?* e o homem paralisado. Foi então que pensei: pronto, agora é só procurar os milhos grandes e fugir daqui!, meio a todas as euforias em que me encontrava.

Mas foi então que, depois de várias perguntas confusas e respostas que dei meio inconsciente, tudo ficou muito claro e iluminado, os anões embainharam suas lâminas e se sentaram sorrindo, enquanto Roque, com cabeça de boi, como o Minotauro no meio do labirinto das arquibancadas, servia leite à platéia, que respondia naquela estranha língua: "Odagirbo otium!". A voz de Sílvio, que eu via bem agora sob as luzes todas acesas, ordenhando uma vaca que em lugar da cara tinha a cabeça de Edilelza, era bem audível... era a voz do meu professor de Biologia da oitava série, Carlos. "Chegou a hora", pensei, e ele falou: "Chegou a hora, Cleidinílson!" E eu parecia ouvir os pensamentos dos anões lactófilos: "Aroh a uogehc!"

"Pronto para a última pergunta?" Eu suava muito, o leite em meu cabelo descia pelas têmporas nervosas, o pijama xadrez estava ensopado, pedindo xeque-mate, e eu tentava adivinhar qual seria a pergunta cuja resposta certa me valeria um milhão cozido, a ser saboreado com um copo de leite recém-ordenhado de minha Edilelza pelas mãos daquele energúmeno professor Carlos. Eu já sentia o cheiro do milho no ar quando disse: "Sim Carlos Santos, estou pronto." "Valendo um milhão cozido, aí vem a última pergunta!" Então a vaca Edilelza se levantou e escutei bem sua voz maternal, com que me acalma quando estou deprimido por causa da insatisfação com meu emprego, me questionar: "Por que e para que vives, Cleidinílson?"

"como?", pedi à ele, digo, ela repetir. Era alguma piada? Eu tinha vindo pro Show do Milhão pra fazer terapia? Do que se trata? Edilelza continuava me olhando do jeito que fechou a boca pra terminar a pergunta. E então foi que finalmente eu atentei pra uma coisa: "Será que eu...?" "Sim, Cleidinílson, você está sonhando.", respondeu Carlos Santos, aquela amálgama bizarra.
"Mas eu--"
"Você pode fazer o que quiser; se bater, coçar, você vai sentir tudo, os sonhos são uma realidade crível e--"
"tá, pára pára pára. Saquei. O Carlos nunca ia falar desse jeito. Ókei. Eu to sonhando... to sonhando e, qual era a pergunta? "por que e para que eu vivo?" Tá bom, eu respondo: Eu--"
" E vamos agora para os comerciais!"

Puf. Acordei. Edilelza me deu dois tapões na cara e eu pensei que haviam anões me atacando. Sempre tive medo de anão. Coisa idiota.
"Acorda Cleidi, Tem uns Hômi aí fora se dizendo do SBT!"

E então eu tomei meu café da manhã, com muito leite e milho cozido e fui pro programa, não com um pijama barato, e sim com uma beca que eu tinha, da época do casório. Silvio estava lá, Roque estava lá, tudo estava lá, menos os meus conhecimentos. Por causa de uma pergunta de biologia, saí do programa com mil reais, dinheiro que não mudou a minha vida, mas deu pra pagar umas continhas.

Dia seguinte, um sábado, Edilelza acorda desesperada por estar atrasada em preparar o café-da-manhã -obviamente milho e leite, que adoro- e ela sabe que fico furioso quando acordo e não tem nada pronto. A seguro pelo braço. Ela diz "Cleidi, o café..."
"Deixa, vem, olha pra mim, a gente se olha tão pouco..."
"Cleidi... Cleidi?"

the end.

:- | heheh. Em breve mais novidades sobre o clubinho. Para o p´roximo texto em conjunto,Troscoman está sempre convidado e abrimos 1 (uma) vaga para algum leitor que se interessar em participar. THIAGO, COMEÇA O PRÓXIMO TEXTO, HOMEM!!


Dyego Saraiva - O Hospedeiro | 14:16

:- ) Dois anos de bagunça! eeeeeeeee!


© 2005 por Dyego Fernandes Saraiva Silva. Proibida a reprodução, total ou parcial, sem autorização do autor.



Irônico.Inteligente. cético. punk. esquentado . fã do Garoto Juca Jr. Boca-suja. Odeia o Alehgres. Feio pra caramba.

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